Disautonomia familiar

Informações gerais

Sinônimos: Síndrome de Riley-Day, neuropatia hereditária sensitiva e autonômica tipo 3

Prevalência: <1/1.000.000

Hereditariedade: Autossômica recessiva

CID-10: G90.1

CID-11: 8C21.1

Principais especialidades: Neurologia, cardiologia, gastroenterologia, oftalmologia, pneumologia

Definição

A disautonomia familiar, também conhecida como síndrome de Riley-Day, é uma condição rara que afeta o funcionamento do sistema nervoso autônomo e sensorial. Essas partes do sistema nervoso são responsáveis por controlar funções automáticas do corpo, como pressão arterial, frequência cardíaca, digestão, produção de lágrimas e percepção de dor e temperatura.

Sua causa é genética e pode ser transmitida de pais para filhos no padrão autossômico recessivo. A doença ocorre devido a mutações em um gene importante para o desenvolvimento e funcionamento de determinados neurônios.

A disautonomia familiar pode se manifestar em pessoas de qualquer sexo ou origem, embora seja mais frequente em indivíduos de ascendência judaica asquenaze. Os sinais geralmente surgem ainda na infância e podem variar em intensidade entre os pacientes.

Sinais e sintomas

A disautonomia familiar pode afetar diferentes funções do organismo. Os sinais e sintomas podem incluir:

  • Ausência ou redução de lágrimas;
  • Baixa visão;
  • Sensibilidade reduzida à dor e à temperatura;
  • Dificuldade para engolir;
  • Distúrbios digestivos;
  • Pressão arterial e temperatura corporal instáveis;
  • Ritmo cardíaco irregular;
  • Atraso no crescimento e desenvolvimento;
  • Problemas de equilíbrio e coordenação motora;
  • Hipotonia (diminuição do tônus muscular);
  • Escoliose (curvatura anormal da coluna);
  • Problemas respiratórios;
  • Infecções respiratórias recorrentes.

Crise autonômica

Alguns pacientes apresentam períodos de piora dos sintomas, conhecidos como crises autonômicas. Durante esses episódios podem ocorrer:

  • Vômitos;
  • Sudorese intensa;
  • Aumento da pressão arterial;
  • Palpitações;
  • Febre.

Diagnóstico

O diagnóstico da disautonomia familiar é baseado no histórico familiar, na avaliação clínica e na identificação de alterações típicas da doença. Testes genéticos podem ser utilizados para confirmar o diagnóstico.

Exames adicionais podem ser solicitados para descartar outras condições que apresentam sinais e sintomas semelhantes.

Tratamento

Até o momento, não existe cura para a disautonomia familiar. O tratamento é multidisciplinar e sintomático, voltado para o controle dos sintomas e para a redução de complicações associadas à condição.

Diferentes medicamentos podem ser utilizados para ajudar no controle de sintomas e complicações, como olhos secos, distúrbios digestivos, alterações da pressão arterial, infecções respiratórias recorrentes e crises autonômicas, entre outras manifestações. Em casos mais graves, medidas como suporte ventilatório ou dispositivos cardíacos podem ser indicadas.

Cuidados com alimentação e hidratação são importantes devido às dificuldades de alimentação, deglutição e ao risco de desnutrição. Quando necessário, podem ser utilizados métodos alternativos de alimentação, como a nutrição enteral por sonda, para garantir a ingestão adequada de nutrientes.

Terapias de reabilitação, como fisioterapia, terapia ocupacional e fonoaudiologia, podem ajudar a melhorar o equilíbrio, a coordenação motora, a deglutição, a respiração e a autonomia nas atividades diárias.

Não inicie, altere ou abandone seu tratamento sem orientação médica.

Última revisão: Março/2026

Fontes: Orphanet, NORD, MSD Manuals, PubMedFamilial Dysautonomia Foundation

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