Dermatomiosite
Informações gerais
Sinônimos: Dermatopolimiosite
Prevalência: 2–20 / 100.000
Hereditariedade: Não aplicável
CID-10: M33.0, M33.1
CID-11: 4A41.00, 4A41.01
Principais especialidades: Reumatologia, dermatologia
Definição
A dermatomiosite é uma condição rara caracterizada por inflamação crônica dos músculos e da pele, podendo causar fraqueza muscular progressiva e alterações cutâneas características.
Sua causa ainda não é totalmente conhecida. Acredita-se que seja uma doença autoimune, em que o sistema imunológico ataca estruturas do próprio organismo. Em alguns casos, pode estar associada a neoplasias ou a outras doenças autoimunes do tecido conjuntivo, como lúpus eritematoso sistêmico e esclerose sistêmica.
A dermatomiosite pode se manifestar em pessoas de qualquer sexo, idade ou origem. No entanto, é frequentemente diagnosticada em crianças entre 5 e 15 anos e em adultos entre 40 e 60 anos, sendo mais comum em mulheres.
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas da dermatomiosite geralmente surgem de forma gradual e podem incluir:
- Fraqueza muscular, principalmente em músculos próximos ao centro do corpo, como ombros, quadris, coxas e pescoço;
- Dificuldade para levantar-se, subir escadas ou levantar objetos;
- Fadiga;
- Erupções cutâneas avermelhadas ou arroxeadas, especialmente no rosto e em áreas expostas ao sol;
- Sinal de heliotropo (inchaço e coloração arroxeada ao redor das pálpebras);
- Sinal de Gottron (manchas ou placas avermelhadas nas articulações das mãos, cotovelos e joelhos);
- Dor ou rigidez nas articulações;
- Dificuldade para engolir;
- Calcinoses (depósitos de cálcio sob a pele);
- Perda de peso.
Dermatomiosite amiopática
A dermatomiosite amiopática é uma forma da doença em que estão presentes as alterações cutâneas típicas, sem fraqueza muscular detectável.
Diagnóstico
O diagnóstico da dermatomiosite é baseado na história clínica, no exame físico e em exames complementares.
A elevação das enzimas musculares no sangue, como creatina quinase, desidrogenase láctica, aldolase e transaminases, é um achado importante para a confirmação do diagnóstico. No entanto, essas enzimas podem permanecer dentro dos valores normais em casos de dermatomiosite amiopática.
Em outros casos, quando não há manifestações cutâneas típicas ou quando a apresentação da doença é atípica, exames como eletroneuromiografia, ressonância magnética e biópsia muscular podem ser necessários para complementar a investigação.
Exames adicionais podem ser solicitados para descartar outras condições que apresentam sinais e sintomas semelhantes.
Tratamento
Até o momento, não existe cura para a dermatomiosite. O tratamento tem como objetivo controlar a inflamação, reduzir os sintomas e preservar a função muscular.
Medicamentos da classe dos corticosteroides e outros imunossupressores podem ser utilizados para reduzir a atividade do sistema imunológico e, com isso, minimizar os danos ao organismo.
Como as lesões cutâneas podem ser sensíveis à radiação ultravioleta, o uso regular de protetor solar ajuda a reduzir a irritação da pele.
A fisioterapia pode ser indicada para auxiliar na reabilitação e no fortalecimento muscular, contribuindo para preservar a mobilidade e a autonomia. Quando há dificuldade para engolir, a terapia fonoaudiológica também pode ser recomendada.
Não inicie, altere ou abandone seu tratamento sem orientação médica.
Última revisão: Março/2026
Fontes: Orphanet, NORD, MSD Manuals, PubMed, Sociedade brasileira de reumatologia, Myositis Association
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