Síndrome de Ehlers-Danlos

Informações gerais

Sinônimos: SED

Prevalência: 1/5.000 (média)

Hereditariedade: Autossômica dominante ou autossômica recessiva

CID-10: Q79.6

CID-11: LD28.1

Principais especialidades: Genética médica, reumatologia, ortopedia, cardiologia, dermatologia

Definição

A síndrome de Ehlers-Danlos é uma condição rara do tecido conjuntivo, caracterizada por alterações na síntese do colágeno, que comprometem a estabilidade das articulações e a resistência da pele, vasos sanguíneos e órgãos internos.

Sua causa é genética e pode ser transmitida de pais para filhos no padrão autossômico dominante ou autossômico recessivo. É classificada em diferentes subtipos (clique para ler mais), que possuem características clínicas e critérios diagnósticos específicos.

A síndrome de Ehlers-Danlos pode se manifestar em pessoas de qualquer sexo, idade ou origem. Embora esteja presente desde o nascimento, os sinais e sintomas podem surgir gradualmente e variar de paciente para paciente.

Sinais e sintomas

Os sinais e sintomas da síndrome de Ehlers-Danlos variam conforme o subtipo. Entre os mais frequentes estão:

  • Hipermobilidade articular;
  • Luxações e subluxações frequentes;
  • Dor crônica;
  • Fadiga;
  • Hiperextensibilidade da pele;
  • Pele fina, frágil ou de textura aveludada;
  • Vasos sanguíneos aparentes;
  • Dificuldade de cicatrização;
  • Hematomas frequentes;
  • Fragilidade vascular;
  • Alterações na coluna, como escoliose;
  • Degeneração articular precoce;
  • Hipotonia (diminuição do tônus muscular);
  • Distúrbios gastrointestinais;
  • Transtornos do sistema nervoso autônomo;
  • Alergias e intolerâncias múltiplas.

Em bebês e crianças, pode ocorrer dificuldade para sustentar a cabeça, engatinhar ou andar.

Diagnóstico

O diagnóstico da síndrome de Ehlers-Danlos é baseado na história clínica, no histórico familiar e na avaliação física, especialmente da hipermobilidade articular e das alterações da pele.

Testes genéticos podem auxiliar na confirmação e na determinação do subtipo da síndrome, atualmente dividida em treze subtipos, que possuem características clínicas e critérios diagnósticos específicos (clique para ler mais). No entanto, a forma hipermóvel, que corresponde à maior parte dos casos, ainda não possui marcador genético.

Exames adicionais podem ser solicitados para avaliar alterações associadas à síndrome e descartar outras condições que apresentam sinais e sintomas semelhantes.

Tratamento

Até o momento, não existe cura para a síndrome de Ehlers-Danlos. O tratamento tem como objetivo reduzir os sintomas e melhorar a qualidade de vida.

A fisioterapia, o fortalecimento muscular e a terapia ocupacional são importantes para estabilizar as articulações e prevenir lesões. Em alguns casos, órteses e outros dispositivos de mobilidade podem ser indicados. Medidas para controle da dor também podem ser necessárias.

No subtipo vascular, o risco elevado de complicações envolvendo vasos sanguíneos e órgãos internos pode exigir acompanhamento médico mais frequente.

Não inicie, altere ou abandone seu tratamento sem orientação médica.

Última revisão: Março/2026

Fontes: Orphanet, NORD, MSD Manuals, PubMedSED Brasil, Ehlers Danlos Society

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